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NA ESTANTE

RESENHA: ESCURIDÃO TOTAL SEM ESTRELAS, DE STEPHEN KING

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Mais uma leitura eletrizante de um autor que até hoje não me decepcionou: Stephen King.

A obra Escuridão total sem estrelas, do mestre do horror Stephen King, reúne uma coletânea de quatro maravilhosos contos que são grandes o bastante para quase serem considerados novelas.

Os contos contidos neste livro trazem temas e circunstâncias que fazem o leitor sair da zona de conforto, se colocarem na pele do personagem e questionarem: e se fosse comigo, qual reação eu teria?

Escuridão total sem estrelas foi publicado a primeira vez no país de origem (EUA) em 2010 e a editora Objetiva, através do selo Suma de Letras, publicou aqui no Brasil, no ano passado, em 2015. O trabalho gráfico desta publicação dá de dez a zero no livro original. Recomendo demais que vocês comprem este livro tanto pelas histórias que ficarão por muito tempo guardadas em suas mentes, como pelo design do livro. Lindo demais, vale a pena ter na estante.

Vamos aos contos?

1922 – Como o título sugere, esta história ocorre em 1922, numa pacata cidade americana. Um agricultor vive em sua pequena fazenda com sua mulher e filho e tudo vai bem até o dia em que a mulher do agricultor Wilfred recebe uma herança e decide que quer se mudar para a cidade grande e abrir uma loja. O marido e o filho que não concordam com a ideia decidem fazer de tudo para mudar a opinião da mãe, mesmo que isso traga somente desgraça para a vida deles.

Gigante do Volante – Foi o meu conto favorito e narra a história da Tess, uma escritora de livros de mistério, que entre a publicação de um livro e outro costuma dar palestras em universidades, bibliotecas e outros centros educacionais. Um dia ela vai a uma dessas palestras e ao pegar a estrada para retornar para casa, Tess é estuprada. O homem que fez isso com ela acredita que Tess está morta. Ela, ao recobrar a consciência se vê no papel dos personagens dos livros que escreve e trama uma sangrenta vingança para se livrar do homem que ousou fazer isso com ela.

Extensão justa – Até onde você iria para viver mais alguns anos? Neste conto, o personagem Dave Streeter descobre estar com câncer terminal e um dia, voltando do médico com a terrível notícia, ele avista na beira da estrada uma estranha barraca com um sujeito esquisito. Estaciona o carro e começa a conversar com ele. Ao contar sua história, o vendedor da barraca oferece um pacto para Dave viver ainda por muitos anos. Mas para isso, será necessário destruir a vida de alguém muito próximo a ele.

Um bom casamento – Narra a história de Darcy, uma mulher casada há vinte anos. Numa noite, sozinha em casa, enquanto seu marido viaja a trabalho, ela encontra na garagem uma caixa que a fará descobrir segredos do seu marido que ela jamais suspeitou. O homem que ela sempre pensara ser de um jeito se revela uma pessoa completamente diferente e assustadora. Mais um conto que nos faz pensar: e se?

Recomendo demais a leitura deste livro. Comecem a ler e verão que o livro será devorado rapidinho. Preparem-se para embrulhos no estômago e sentimentos de empatia, antipatia, raiva e pena. Mas acreditem em mim, vale a leitura de cada página.

  • Título original: Full Dark, No Stars
  • Editora: Suma de Letras
  • Número de páginas: 390
  • Ano: 2015
  • Gênero: Ficção / Suspense
  • Rating: estrelas

RESENHA: ESTRANHA CONFISSÃO: UM DRAMA NA CAÇA, DE ANTON TCHEKHOV

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Estranha confissão: um drama na caça, do escritor russo Anton Tchekhov, foi o primeiro livro que li da minha lista de 12 leituras da meta literária de 2016. E fiquei muito feliz por ter escolhido este livro!

A novela precursora do romance policial com fundo psicológico foi publicada pela primeira vez em folhetins entre 1884 e 1885. A história narra as memórias do juiz de instrução Sérgio Petrovich Zinoviev. Contada em 1ª pessoa, a narrativa descreve o momento de vida do juiz quando o conde Alexey Karnieiev regressa ao distrito após uma longa viagem. Muitas pessoas da cidade não enxergam o conde com bons olhos, pois ele leva uma vida desregrada, com muitas festas, bebidas e mulheres dos bordéis próximos à sua linda residência. Sempre que Sérgio vai visitá-lo, acaba se empolgando e passa dias passeando pelos jardins e terras do conde e noites bebendo em sua companhia. Numa dessas festas, num dia de caça, acontece um assassinato, e o juiz de instrução terá que interrogar os próprios colegas de bebedeira, mesmo tendo seus próprios interesses em conflito com o rumo da investigação.

Estranha confissão: um drama na caça é uma obra repleta de descrições dos costumes da sociedade da época, e da inquietação de sentimentos dos personagens, mostrando suas fraquezas e paixões. Apesar de o autor nos fornecer as pistas que nos levarão à conclusão e descoberta do assassino antes do final do livro, isso não diminui a importância da obra. Aliás, acredito ter sido essa a intenção do escritor. E devemos lembrar também que Tchekhov foi o escritor que criou, através dessa novela, as complicações para o gênero policial e que depois foram utilizadas por Agatha Christie, Graham Greene, entre outros.

Não existe nenhuma novela em que a porteira do jardim não desempenhe um papel importante. Se vocês ainda não perceberam isso, perguntem a Policarpo, que em sua vida já devorou tantas novelas, de terror ou não, e ele seguramente lhes confirmará essa característica.

Minha novela também não dispensa uma porteira. Mas esta se diferenciará das outras no sentido de que minha pena, ao contrário do que ocorre em outras novelas, deverá fazer passar por ela muita desgraça e pouca alegria. E o pior é que eu não a descreverei como um novelista, mas sim como um juiz de instrução. Essa porteira será atravessada mais por criminosos do que por apaixonados. (p. 34)

Recomendo a leitura de Estranha confissão: um drama na caça a todos que gostam de um bom romance policial. É um imenso aprendizado e prazer ver e sentir a partir de qual momento a literatura policial passou por essa transformação.

  • Título original: Extraña Confesión – un drama en la cacería (em espanhol) – A edição que li foi baseada na obra organizada por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares para a coleção El séptimo círculo publicada pela editora Emecé na Argentina em 1945.
  • Editora: Planeta
  • Número de páginas: 246
  • Ano: 2005
  • Gênero: Romance policial
  • Rating: 4 estrelas

RESENHA: A IRMANDADE DAS CALÇAS VIAJANTES, DE ANN BRASHARES

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Eu queria há tanto tempo este livro pessoal! Desde que era adolescente e fã incondicional (ainda sou) do seriado Gilmore Girls, eu sempre quis esse livro. Mas o que Gilmore Girls tem a ver com essa obra? (vocês devem estar se questionando). Bem, a atriz Alexis Bledel, que interpretava na série a personagem Rory Gilmore, estava no elenco do filme Quatro amigas e um jeans viajante, que foi baseado neste livro infanto-juvenil. Olhem só a imagem abaixo:

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O livro A irmandade das calças viajantes é o primeiro de uma quadrilogia. A obra narra a história de quatro amigas, com a faixa etária por volta dos quinze anos, que se conhecem desde sempre e se dão super bem. Claro, uma briga ou outra é normal, mas elas são amigas de verdade e se importam uma com as outras.

Começa então as férias de verão do colégio e Lena, Tibby, Bridget e Carmen terão que viajar cada uma para um lugar diferente. Pela primeira vez em suas vidas ficarão distantes. Com medo das saudades que sentirão e com a vontade de que nada interfira em suas amizades, elas ficam pensando como serão esses próximos meses. Nisso, avistam uma calça jeans que a Carmen comprou há pouco tempo em um brechó e decidem experimentar, mesmo tendo formatos de corpo bem diferentes entre si. A calça acaba servindo nas quatro amigas e em todas fica fantástica. Empolgadas, elas fazem um acordo de trocar correspondências durante as férias, ficarem com as calças por uma semana e depois enviar para a próxima amiga da lista.

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E dessa forma, cada uma vai para um canto do mundo, onde vivenciarão novas experiências e terão que amadurecer para lidar com as surpresas que acontecerão e as pessoas que irão conhecer.

Cada uma terá um verão inesquecível, e um aprendizado para levar consigo para a vida toda. E junto delas, lá estará a calça para lhes dar a confiança que precisam.

O livro é uma graça e aconselho especialmente para as meninas adolescentes que estão crescendo e descobrindo novas coisas e sensações a cada dia. Estou louca para ler os outros três livros, e assim que o fizer voltarei aqui contar para vocês.

E aí? Quem já leu A irmandade das calças viajantes? Já assistiram ao filme? Um super beijo! S2

  • Título original: The sisterhood of the traveling pants
  • Editora: Rocco
  • Número de Páginas: 311
  • Ano: 2003
  • Gênero: Infantojuvenil
  • Rating: 4 estrelas

LEITURAS DE DEZ / 2015

Oi pessoal! Neste vídeo de leituras eu conto para vocês os livros que li no mês de dezembro de 2015. Foram ótimas leituras e inclusive tive o prazer de ler Garota Exemplar, da Gillian Flynn, que considerei uma das melhores leituras realizadas no ano passado. Vejam abaixo:

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